“Eu não sei descrever sentimentos, não peça para escrever e muito menos falar, fazer mímicas ou contar piadas, porque eu não sei, e você não faz meu tipo… mas cara, por alguma razão filha da puta, quando eu fico perto de você é involuntário, é sem querer, meu sorriso aparecer.”
“Era noite, e meus pensamentos não faziam sentido algum, eu só queria entender o que estava acontecendo comigo, quando me dei conta de que apesar de não entender nada do que se passava, a única coisa de que eu tinha certeza, era de que eu não poderia ignorar algo que me fazia sorrir o tempo todo.”
“E já não eram sós, ambos somavam entre si, não importava mais quem era a primeira ou a segunda pessoa, por que eles eram um só, e todos questionavam-se sobre quem seria o sujeito e quem seria o predicado. Quem se conjugaria no pretérito e quem renunciaria, ou seria, a forma “mais que perfeita”. Conjugavam-se de maneira irregular explicitando suas diferenças, reconhecendo os fragmentos e os complementos. Buscavam a medida certa. E assim, reconheceram-se juntos, sem necessidade de mais nada para se completar, por que juntos, eles transbordavam.”